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Quadrinhos e cinema: Finalmente uma forma correta de juntá-los.

4 de março de 2012

Para as pessoas mais velhas, heróis no cinema e televisão não são algo novo. Com certeza se lembram do Incrível Hulk, Homem-Aranha (passava na extinta Tv Manchete) e até outras obras mais vergonhosas como uma versão do Quarteto Fantástico e dois filmes do Capitão América.
Tempos negros para os amantes dos super-heróis, tempos que acabaram a alguns anos com o ressurgimento dos heróis no cinema que começou com X-men, dirigido pelo Brian Singer e seguido pela nova trilogia do Batman dirigida pelo Christopher Nolan e Homem-Aranha do Sam Raimi, uma nova era se abriu para as adaptações baseadas em HQ’s de sucesso.
E tudo se deve a três grandes mudanças na forma como os estúdios e diretores veem esse tipo de obra.
A primeira e principal mudança foi que os estúdios entenderam que quadrinhos não são apenas para crianças. Sim, adultos também leem e gostam dessas histórias e mais que isso, pagam para ver suas histórias preferidas nas grandes telas de cinema. E também que são críticos e não aceitam ver suas personagens prediletos tratados de forma leviana.
A segunda mudança foram as novas tecnologias de efeitos especiais que nos permitem ver um herói voando ou se regenerando de uma forma que nos leva a acreditar que aquilo é real. O conceito de verossimilhança agradece essas inovações, mas não podemos simplesmente achar que as produções antigas não prestam. Claro que mesmo com os efeitos rústicos elas conseguiam divertir e emocionar ou alguém que assistia o antigo seriado do Incrível Hulk tem coragem de dizer que nunca se emocionou com a música que sempre tocava no final de cada episódio quando o Dr. Banner ia embora?
E a terceira mudança está nos roteiros que aprenderam a explorar a complexidade de personagens como o Batman e o Coringa, dando a eles sentimentos, medos, anseios e motivações, transformando-os em personagens críveis com os quais nos identificamos em maior ou menor grau e não apenas pessoas com superpoderes e um péssimo gosto para roupas que ficavam lutando entre si separados por conceitos maniqueístas.
Claro que ainda existem produções que pecam em todos os aspectos possíveis (como o recente Motoqueiro Fantasma 2), mas nada é perfeito não é?
O que importa mesmo é que esse é um novo paradigma na produção desse tipo de filme e mesmo com algumas bizarrices indo no sentido completamente contrário, ainda tenho esperança que a maioria aprendeu como se faz.
E fico por aqui apenas esperando a estréia de Batman: The Dark Knight Rises e The Avengers, duas obras que realmente irão valer a pena, não só pela qualidade dos efeitos que irão apresentar, mas por terem respeito pelas pessoas que irão assisti-las.

Matheus José Maria.

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From → Cinema, Quadrinhos

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